O Conselho Nacional do transporte rodoviário de cargas programou para 1º de fevereiro uma paralização dos caminhoneiros

Uma Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), as entidades representantes de caminhoneiros decidiram pela paralisação geral da categoria. A intensão é que a greve seja nacional, no dia 1º de fevereiro. Contudo, a categoria está dividida e sindicatos regionais de caminhoneiros adiantam que não devem aderir à greve. Por esta razão não é uma paralização dos caminhoneiros, mas um movimento sindical de parte da categoria, já que muitos trabalhadores do setor se sentem prejudicados com as paralizações, sobretudo aqueles que trabalham de forma autônoma, ficando sem o frete, quem é empregado e tem salário fixo se sentem mais confortáveis em aderir à paralização.

Segundo o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Feira de Santana e Região (Sintracam), os caminhoneiros estão sendo orientados a permanecerem em casa. Um representante da categoria declarou que “nas rodovias, só vai passar ônibus e carro pequeno. Caminhão não passa”. Sendo assim é provável que as estradas nestes dias se transformarão em um grande caos. De acordo com a declaração do SINTRACAM é possível perceber que os grevistas farão barreiras para impedir a passagens de caminhões, mesmo aqueles que voluntariamente não querem paralisar, ou seja, no sistema sindical não existe democracia, os caminhoneiros tecnicamente são forçados à participarem de um movimento que nem sempre concordam.

A reivindicação de destaque é contra a alta no preço dos combustíveis. Os caminhoneiros vem considerando o aumento abusivo. Além disso, buscam o estabelecimento de um piso mínimo de frete para o transportador autônomo, aposentadoria especial, marco regulatório do transporte e fiscalização mais atuante da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Leia a íntegra da pauta de reivindicações.

A categoria realizou uma greve de 10 dias no mês de maio de 2018. A paralisação gerou perdas em todos os setores da economia. Segundo estimativas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Brasil perdeu cerca de R$ 10 bilhões por dia. Na época, a principal reivindicação era a redução nos preços do óleo diesel, que subiram mais de 50% nos 12 meses anterior ao evento. Além disso, exigiam a fixação de uma tabela mínima para os valores de frete. Na época houve um grande desabastecimento e devido a escassez houve uma inflação muito grande, produtos como gás de cozinha e combustíveis chegaram a dobrar de preço, produtos perecíveis ficaram raros e muitos se perderam nos caminhões parados Brasil a fora.

Por SimaoDiasComoEuVejo.com.br

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