Morreu Levy Fidelix presidente do PRTB icônica figura da política brasileira

Foto: Reprodução/Redes Sociais

Morreu na noite de ontem sexta-feira (23) em São Paulo o presidente nacional do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Levy Fidelix, o mesmo tinha 69 anos, a família não informou a causa da morte sabe-se apenas que ele estava internado desde março em um hospital particular.

A notícia foi postada na conta oficial de Fidelix no Twitter “É com profunda dor e pesar que o PRTB, por sua diretoria, comunica o falecimento do nosso líder, Fundador e Presidente Nacional, Levy Fidelix, ocorrida nesta data na cidade de São Paulo. Descanse em paz homem do Aerotrem!”.

Fidelix ficou conhecido por defender o projeto do “aerotrem” como principal meio transporte público, Fidelix concorreu a diversos cargos em mais de 10 eleições, mas nunca se elegeu em nenhum deles. Concorreu três vezes para deputado federal, duas vezes para governador de São Paulo, fez duas tentativas de ocupar a presidência da República e por fim fez três tentativas para a prefeitura de São Paulo.

A última eleição disputada por Fidelix foi em 2020, quando disputou o cargo de prefeito da cidade de São Paulo na época obteve 11.960 dos votos.

Jair Bolsonaro, Levy Fidelix e Hamilton Mourão durante convenção do PRTB em SP em 2018 — Foto: Renato S. Cerqueira / Futura Press / Estadão Conteúdo
Foto: Renato S. Cerqueira (Bolsonaro/Levy/Mourão – Eleições 2018)

Levy Fidelix deixa sua mulher, Aldinea Rodrigues Fidelix Cruz, que é vice-presidente do PRTB, e uma filha, Lívia Fidelix, ele é apoiador de Bolsonaro sendo que o vice-presidente Hamilton Mourão é do seu partido.

O Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), foi fundado por Fidelix ele era formado em Comunicação Social e trabalhou como publicitário. Trabalhou como jornalista no Correio da Manhã e Última Hora, e foi um dos fundadores das revistas “Governo e Empresa” e “O Poder”. Chegou a trabalhar na TV no anos de 1980.

Os candidatos Levy Fidelix (PRTB), Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB), Eduardo Jorge (PV), Luciana Genro (PSOL), Aécio Neves (PSDB) e Pastor Everaldo (PSC) no início do debate em 2014 — Foto: Yasuyoshi Chiba / AFP
Foto: Yasuyoshi Chiba (Debate eleições presidenciais 2014)

Histórico político

Levy entrou para a política em 1986, com a candidatura a deputado federal por São Paulo, em 1989 e 1990 trabalhou como assessor de comunicação na campanha do então candidato à presidência da república Fernando Collor de Mello, que seria eleito, em 1996, foi candidato à prefeitura de São Paulo e, em 1998, a governador do estado, voltou a se candidatar em 2002 para governador do estado de São Paulo, a vereador em 2004 e a deputado federal em 2006 por São Paulo, em 2008 foi candidato a prefeito de São Paulo, em 2010, concorreu à Presidência da República, em 2011, tentou novamente o cargo de prefeito da cidade de São Paulo, em 2014 tentou o Palácio do Planalto, em 2018, candidatou-se a deputado federal pelo estado de São Paulo e apoiou Bolsonaro à presidência com o vice Mourão do seu partido (PRTB), para encerrar a careira tentou a prefeitura de São Paulo em 2020. Em nenhuma das tentativa Levy teve êxito.

Apesar de não conseguir ser eleito em nenhuma tentativa era uma figura icônica da politica nacional por suas ideias ultraconservadoras e projetos fantásticos a nível de primeiro mundo, como é o caso do aerotrem conquistaram parte do eleitorado que votam nele mesmo com poucas chances de vitória.

Polêmica

No debate dos candidatos a presidência em 2014, foi perguntado por Luciana Genro (PSOL), sobre o reconhecimento como família pessoas do mesmo sexo, Levy foi duro em seu posicionamento e disse: “aparelho excretor não reproduz”, a fala considerada homofóbica se rendeu um processo.

Por Reinaldo Valverde / SimaoDiasComoEuVejo.com.br

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