
A professora Sheilla Leão, servidora pública efetiva do município de Simão Dias, publicou na noite desta terça-feira (14) uma nota de repúdio em seu perfil nas redes sociais denunciando a demora da Prefeitura na análise de um pedido de redução da carga horária de trabalho para acompanhar o tratamento do filho, diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outros transtornos correlatos.
Na publicação, a professora afirma que protocolou o pedido no dia 27 de abril deste ano e que, até a data da manifestação, passados 79 dias, não havia recebido uma resposta oficial. Segundo ela, a solicitação tem como objetivo garantir o acompanhamento das terapias e do tratamento da criança, direito que, conforme cita na nota, é respaldado pela legislação e pela jurisprudência.
Sheilla relata ainda que buscou apoio junto ao prefeito, ao secretário municipal de Saúde e ao setor de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Educação, mas afirma que encontrou “silêncio, desdém e uma burocracia fria” diante da situação.
A professora também criticou a atuação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese). Na nota, ela diz que procurou a entidade em busca de orientação jurídica, mas alega que não recebeu o suporte esperado.
Ao final da publicação, Sheilla Leão manifesta repúdio à Prefeitura de Simão Dias e aos envolvidos, afirmando que continuará buscando garantir o direito do filho de contar com sua presença durante o tratamento.
O Lagarto Como Eu Vejo deixa o espaço aberto para que a Prefeitura de Simão Dias e o Sintese possam se manifestar sobre as declarações da professora.