Mais de 100 kg de merenda escolar vão parar no lixo em Maruim

Alimentos que deveriam servir aos alunos e nutrir famílias no município de Maruim foram jogados fora após terem se tornado impróprios para o consumo devido a precariedade no armazenamento. A informação foi exposta por Daniel Varjão, presidente do Conselho Municipal de Alimentação Escolar, durante entrevista ao programa Sergipe Verdade, da rádio SIM FM, na tarde desta quarta-feira, 01.

“O conselho recebeu a denúncia e nos encaminhamos à escola, onde foram encontrados 117 kg de arroz que estavam em validade, mas que devido à estrutura e armazenamento criaram gorgulho nos pacotes. Além disso, foram achados mais sete pacotes de leite e cinco dúzias de ovos, que foram entregues para a escola em junho e estavam podres, causando mal cheiro no local”, explicou o presidente.

A ocorrência veio à tona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Sabino Ribeiro, administrada pela Prefeitura de Maruim, através da Secretaria de Educação e regida pelas equipes diretivas, sob liderança da diretora Noélia dos Santos Braga.

Segundo o presidente Daniel, a verba usada para comprar dos alimentos foi federal, ou seja, o município não realizou dispêndio com os produtos. Em sua opinião, a atual solicitação é que a gestão tenha cuidado e melhore os depósitos das unidades escolares.

“Eu acredito que muita coisa poderia ter sido feita para evitar essa situação, a escola errou em não identificar e assegurar uma condição melhor de estrutura, como também o município não fez o controle com uma nutricionista. Mas para mim, o principal foram falhas dentro da escola”, enfatizou o presidente.

Daniel expôs ainda que a direção da escola foi convidada para estabelecer um diálogo e resolver a problemática da melhor forma possível. O conselho acredita que a situação não irá se repetir, e inclusive, já encaminhou à gestão um pedido para que os alimentos, ao invés de ficarem armazenados, sejam distribuídos em kits aos alunos, pois a última entrega foi feita no mês de junho.

Em resposta, a diretora Noélia argumentou que a estrutura da escola já é uma problemática preexistente à sua administração e que os kits alimentares em questão eram de alunos que estavam de férias.

“O que aconteceu é que o espaço é fechado, e com essa temperatura isso aconteceu. Eles ficaram guardados para serem distribuídos quando se retomassem as aulas presenciais, pois a contagem foi feita de acordo com número de alunos de 2020, só que isso apresentou queda e fez com que houvesse sobra, e por isso os alimentos estavam guardados”, finalizou.

Fonte: FanF1

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