Defesa Civil segue monitorando municípios sergipanos margeados pelo Rio São Francisco

Em oito dias, vazão aumentou de 1.000m3/s para 3.000m3/s e chegará até 4.000m3/s na próxima segunda-feira, 24

O Departamento Estadual de Proteção e Defesa Civil (Depec), junto à uma equipe técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), e o Grupamento Tático Aéreo (GTA) sobrevoaram, mais uma vez, todo o curso do Rio São Francisco em território sergipano, no intuito de fiscalizar e monitorar o impacto das cheias nos municípios ribeirinhos por conta do aumento na afluência do rio em decorrência da liberação de uma maior vazão dos reservatórios de Sobradinho (BA) e Xingó (AL), realizado pela Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), desde o último dia 12.

De acordo com a gerente de planejamento e gestão de risco do Depec, Capitã Emanuela Cruz, as mudanças já são perceptíveis. “Desde o primeiro dia do aumento da vazão que o Depec vem realizando uma estratégia de ações preventivas fornecendo suporte às prefeituras e Coordenadorias Municipais de Proteção e Defesa Civil, bem como alertando as comunidades ribeirinhas, sobretudo àquelas que possuem residências próximas ao leito do rio e criação de animais nas croas e ilhotas em seu curso, para que desocupasse as casas e os transferisse para um local seguro, a fim de evitar transtornos maiores”, explica.

Ela acrescenta que, mesmo com o aumento do volume ocorrendo de maneira gradativa, sendo 500 metros cúbicos por segundo (m3/s), a cada 48 horas, a vazão tende a aumentar. “Todos esses locais foram tomados pela cheia e com o ápice da vazão de 4.000m3/s na próxima segunda-feira, 24, o nível do rio subirá ainda mais, o que afetará sua margem nos  municípios de Amparo do São Francisco, Brejo Grande, Canhoba, Canindé do São Francisco, Gararu, Ilha das Flores, Nossa Senhora de Lourdes, Neópolis, Poço Redondo, Porto da Folha, Propriá, Santana do São Francisco e Telha”, detalha.

A capitã ressalta que a população deve permanecer em estado de atenção. “Há locais, a exemplo da Prainha da Adutora, entre os municípios de Telha e Propriá, em que o rio praticamente cobriu toda a faixa de areia. Dessa forma, em áreas similares onde ainda há um grande fluxo de pessoas e veículos é importante a desocupação, a fim de salvaguardar vidas e patrimônios, visto que um grande volume de chuvas continua ocorrendo na região do Alto São Francisco, no Estado de Minas Gerais, podendo o nível do rio aumentar ainda mais do que o já previsto”, alerta.

Fonte: ASN

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