Ministro do Trabalho diz que se a Uber quiser sair do Brasil, o ‘problema’ é da empresa

 Foto: Renato Araujo/Câmara dos Deputados

Marinho deu a declaração durante audiência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara.

O governo vem tentando negociar com empresas como a Uber e o Ifood maneiras de conceder mais direitos aos trabalhadores que aderem aos aplicativos. A proposta, no entanto, ainda está longe de obter consenso entre empresas, motoristas e governo (veja mais abaixo).

Marinho foi questionado sobre eventuais efeitos colaterais dessas iniciativas do governo.

“A imprensa diz: ‘E se a Uber sair do Brasil? Primeiro que a Uber não vai sair do Brasil, porque o número 1 da Uber, o mercado número 1, é o Brasil”, disse o ministro.

“Agora, se caso queira sair, o problema é só da Uber, porque outros concorrentes ocuparão esse espaço, como é no mercado normal”, argumentou.

Essa não é a primeira vez que Marinho comenta uma eventual saída da Uber do Brasil. Em fevereiro, ele afirmou em entrevista ao jornal “Valor Econômico” que, se a empresa deixasse, ele acionaria os Correios para desenvolver um aplicativo equivalente.

Na Câmara, o ministro também respondeu sobre a ideia que ele teve de pedir para os Correios elaborarem um aplicativo “mais humano” e sem a “neura capitalista” para entregadores e motoristas.

“Eu provoquei os Correios para estudar um aplicativo de forma mais humana para trabalhadores que desejassem usar o aplicativo dos Correios, para poder trabalhar sem a neura do lucro dos capitalistas, que acontece com Uber, Ifood”, defendeu.

Impasse

O governo federal quer concluir nos próximos dias um projeto para regulamentar a situação dos trabalhadores por aplicativos. O tema está sendo tratado há quase cinco meses em um grupo criado no Ministério do Trabalho.

A regulamentação da atividade deve se estruturar em quatro eixos:

  • remuneração mínima
  • seguridade social
  • segurança no trabalho
  • transparência nos pagamentos e critérios dos algoritmos

No entanto, ainda existe impasse em torno de questões como a remuneração por hora trabalhada, a alíquota de contribuição para a Previdência Social, a natureza jurídica dos aplicativos e qual deve ser o vínculo entre essas empresas e os trabalhadores.

Fonte: G1

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