
O mês de abril começou com mais um impacto direto no orçamento das famílias brasileiras. A partir desta quarta-feira (1º), o preço do gás de cozinha sofreu um reajuste de 15,2%, após novo aumento aplicado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia.
O reflexo já é sentido no bolso do consumidor. Em Salvador, por exemplo, o botijão de gás, que antes era comercializado em média por R$ 130, já chega a valores próximos de R$ 160 em algumas revendedoras, agravando ainda mais a situação econômica de milhares de famílias.
De acordo com o setor, o aumento é resultado de uma combinação de fatores. Entre eles, está o reajuste direto no GLP (gás liquefeito de petróleo) nas refinarias, além da elevação nos custos logísticos, como transporte e distribuição. Outro ponto que contribui para esse cenário é o chamado “efeito dominó”, já que o recente aumento nos combustíveis também impacta toda a cadeia de abastecimento.
Diante desse contexto, o gás de cozinha, item essencial no dia a dia, tem se tornado cada vez mais inacessível, especialmente para as famílias de baixa renda. O novo reajuste intensifica a pressão sobre o custo de vida e expõe uma realidade preocupante: muitos brasileiros já enfrentam dificuldades para manter o básico dentro de casa, sendo obrigados a fazer escolhas difíceis entre alimentação e outras necessidades fundamentais.
Especialistas alertam que, sem medidas que amenizem esses impactos, a tendência é de agravamento da situação, com reflexos diretos na qualidade de vida da população.
Por SimaoDiasComoEuVejo.com.br









