
Os alunos da 3ª serie do ensino médio do Centro de Excelência Monsenhor Juarez Santos Prata no povoado Sobrado em Lagarto participaram na ultima sexta-feira, 08 de uma importante visita técnica à comunidade quilombola Sítio Alto, localizada no município de Simão Dias. A atividade teve como principal objetivo proporcionar aos estudantes uma experiência de aprendizagem prática, aproximando-os da história, da cultura e das vivências da comunidade quilombola local.
A aula de campo foi organizada pelos professores Valverde e Jakeline, que lecionam as disciplinas de História e Cultura Indígena e Afro-Brasileira na instituição. A iniciativa buscou fortalecer o aprendizado dos alunos por meio do contato direto com a realidade histórica e cultural do povo quilombola, valorizando os saberes populares e as tradições preservadas pela comunidade. Vale destacar que a realização da atividade contou com o apoio fundamental do diretor professor Cícero Pimentel e do coordenador pedagógico professor Fagner, que contribuíram para viabilizar todos os processos necessários para que a visita acontecesse com sucesso.


Na comunidade, os estudantes e professores foram recebidos pela líder comunitária Dona Josefa, reconhecida como Mestre da Cultura Popular e Patrimônio Vivo da Cultura Simãodiense e Sergipana. Além de sua atuação cultural, Dona Josefa também preside a associação de moradores do povoado Sítio Alto, desempenhando um importante papel na preservação das tradições, da identidade e da memória da comunidade quilombola.
Durante a visita, os alunos tiveram a oportunidade de conhecer mais sobre a história da comunidade, seus costumes, manifestações culturais e desafios enfrentados ao longo do tempo. O momento foi marcado por muito aprendizado, troca de experiências e vivências enriquecedoras, fortalecendo o respeito à diversidade cultural e à valorização das raízes afro-brasileiras. A atividade reforça a importância das aulas de campo como instrumento pedagógico, permitindo que o conhecimento ultrapasse os limites da sala de aula e se conecte diretamente com a realidade social e cultural da região.
“Ensinar História e Cultura Afro-Brasileira vai muito além dos livros: é permitir que os alunos vivenciem saberes, reconheçam identidades e compreendam que a memória de um povo é um patrimônio que precisa ser valorizado e preservado”, Professor Valverde.
Por SimaoDiasComoEuVejo.com.br











